quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Xadrez


XADREZ

Vejo o xadrez dela
como um jogo:
Um belo jogo
de xadrez

Para cada pedaço
geométrico,
Uma diferente
estratégia

Para cada pedaço
dela,
Um inédito
jogo

Comendo cada pedaço
do jogo
Sobre o xadrez
do tabuleiro

Movendo cada peça
dela
Até que não haja mais
xadrez

Poemas Sub-Estimados

Pensei em reativar este blog... Se ninguém mais vier ler, continuarei postando enquanto sentir vontade. Se alguns lerem, será interessante.
O que importa pra mim agora é poder postar alguns textos que venho escrevendo em certos momentos e acho que seria legal expor estes pensamentos para os interessados.

Canetas nas mãos, cabeças pensantes, papéis rabiscados. É assim que quero ver as pessoas agindo com suas ideias e não perdendo-as. Vamos compartilhá-las! Pens-ativos!



Bem, para voltar com tudo, vou começar a postas meus Poemas Sub-Estimados.
Por que Poemas Sub-Estimados?

1- São (ou se parecem com) poemas;
2- Não são subestimados, são sub-estimados;
3- Sub, de subterrâneo, subsolo, sob os olhares de pessoas alheias, pois estes poemas foram escritos todos durante viagens feitas em transportes coletivos - com um caderno, uma caneta, uma cabeça e muita (?) inspiração -, principalmente dentro do metrô do Rio;
4- Estimados sim, pois se ninguém estimá-los haverá sempre um alguém: eu.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Jogando ovos

         “Feliz Páscoa!”, ouço minha avó desejar para mim o que deseja todos os anos para seus filhos, netos, netinhos, vizinhos, amigos, agregados e alguns mais. Ouço desde que me entendo como gente, regalado com um gostoso ovo de páscoa.

            Aquela correria todo me diverte! Algumas tias cantando a música do coelinho, tios tomando aquela cerva gelada e comendo aperitivos, “O almoço tá na mesa!”, aquela correria dos famintos pelos quitutes diversos e pela mesa farta (“Cada família traz um prato, então não esqueça daquele seu pavê de doce de leite!!!), e a também confusa bagunça feita pelas crianças lambuzadas do chocolate que ganharam ou que pegaram de um primo alegando que não era de ninguém (Será que o coelho ainda não havia entregado a ninguém aquele ovo?!?!). Me divirto!

            Sempre gostei de catar os ovinhos espalhados pelo jardim da casa do meu bisavô, junto com dezenas de pessoas – quase uma centena – mas não acho mais graça nisso. É, o tempo passa e nossos gostos vão mudando. Deixei de procurar chocolate e passei a pegar “aquela gelada” no isopor. Mas já gostei muito achar aquele ovo todo colorido atrás daquele arbusto! Acho que toda criança deve adorar o mesmo, e merece ser presenteada com este chocolate tão procurado. Traz alegria!

            Bem, felizmente fui criado nesta família, que para mim é a melhor de todas (e muitos de fora concordam comigo, então sem achar que é bairrismo ou algo o tipo, por favor!). Mas logo que viro algumas esquinas depois de sair do portão da festa reparo que alguns (muitos alguns) não podem usufruir dessa alegria. Crianças, meninos de rua, ou como quiser chamar. Aquelas pequenas pessoas, com poucas chances de realmente serem pessoas pra sociedade, catam, ao invés dos doces ovos de páscoa, algum trocado ou algo valioso que, assim como aquele chocolate, “não era de ninguém”.

            É triste. E a alegria? Bem, não acho que seja justo, mas tampouco me imagino distribuindo chocolates pelas ruas como num dia de São Cosme e São Damião, “Quem quer doce?!”.

            Algo precisa ser feito, isso é óbvio e redundante até de se falar. Aquele velho papinho de que “todos criticam, mas ninguém faz nada”. Discordo dessa afirmação. Não acho que todos critiquem, alguns acham até bonito e se gabam de ter o que a maioria não possui. Babacas.  E sei, conheço e até me incluo de certa forma entre aqueles que fazem algo.

            Uma mobilização, originária de uma sensibilização social, é necessária. Todo ser humano tem direito a uma infância alegre e repleta de chocolate. Sei que esse apelo está sendo feito ao receptor errado, já que estas crianças não têm muitas escolhas e não são elas que devem agir; tampouco lerão este texto, mas a intenção pode ajudar ao leitor se sensibilizar e agir: Meninos, parem de jogar limões para cima, troquem estes limões por ovos de páscoa! Parem de pensar que só os ratos existem; coelhos branquinhos e fofinhos também olham vocês!!!

 

            Para a igreja católica a Páscoa é uma festa originalmente cristã e envolve uma reflexão dos fiéis sobre a morte e a ressurreição de Jesus Cristo. Ressurreição significa voltar a viver, ressurgir, voltar a ser visto como “ser” pela sociedade. Viva a ressurreição de pessoas que ainda não puderam ter o privilégio de ser crianças! Que elas deixem de ser apenas visíveis e passem também a ser notáveis!

 

Talvez dar uma de São Cosme seja uma boa idéia, mas presentear crianças com doces não é a única forma de torná-las alegres. Antes de torná-las crianças alegres, é preciso torná-las, simplesmente, crianças.


Feliz ressurreição!

 

Lucas R. Bastos Cunha

sexta-feira, 6 de março de 2009

!Os dez mandamentos do choque anafilático!

... O chamado choque anafilático é uma emergência médica em que há risco de morte, por causa da rápida constrição das vias aéreas, que muitas vezes ocorre em questão de minutos após o início do quadro. Buscar ajuda médica imediata pode salvar preciosos minutos.
... O chamado choque de ordem é uma demagogia política em que há risco de desaprovação, causa da rápida constrição da paciência da população, que muitas vezes ocorre em questão de meses após o início do mandato. Buscar ajuda imediata pode salvar preciosos votos daqui a quatro anos.
... DEZ MANDAMENTOS:
1.Eu sou o fiscal, o teu Deus.
2.Não tomarás em vão o nome do fiscal, o teu Deus.
3.Lembra-te todo dia de santificá-lo.
4.Honra teu prefeito e secretários.
5.Não "mijarás".
6.Não "estacionarás"
7.Não "trabalharás"
8.Não darás voto ao próximo.
9.Não cobiçarás a mulher do fiscal.
10.Não cobiçarás a casa do fiscal.
... .Os dez mandamentos da doutrina atual, siga-os ou ... NÃOOOOO!

... Demagogia é conduzir o povo a uma falsa situação. Em termos etimológicos provém do Grego, querendo dizer "a arte de conduzir o povo".
Dizer ou propor algo que não pode ser posto em prática, apenas com o intuito de obter um benefício ou compensação.
No nosso contexto actual, está muito associado ao mundo da
política e a promessas de "mundos e fundos", que depois na práctica não se concretizam.
... CONSTRIÇÃO: Aperto; redução de diâmetro; sensação de opressão.

domingo, 20 de julho de 2008

TransformAção

Bem, é com enorme prazer que aqui posto pela primeira vez.

Pedi ao dono do blog uma licença para falar de algo bem delicado: Educação.

Pois bem. Na última semana, participei de um congresso que tinha como tema "O Ofício do Educando na Sociedade do Conhecimento", ou seja, qual era o papel do aluno dentro da escola que temos hoje em dia, na sociedade atual em que vivemos.

O congresso reuniu alunos da congregação Marista de todo o Brasil (Desde o Pará até o Rio Grande do Sul), então, muitas das mais diversas experiências foram reunidas para a elaboração de diversos produtos finais, sendo um deles, a carta que aqui venho publicar. Foi o primeiro congresso dedicado somente a alunos na História Marista no mundo, então, a responsabilidade foi ainda maior.

Vale lembrar que essa carta foi feita através de jovens entre 14 a 18 anos e de diversas classes sociais. Foi analisado o funcionamento de todo o sistema de educação tido aqui no Brasil segundo o nosso ponto de vista, e, também, foram feitas diversas reinvindicações para a melhoria do mesmo, visto que não adianta somente criticar sem apresentar soluções, e que ela é direcionada a toda a comunidade educativa, ou seja, professores, alunos, família e escola, visto que todos citados são essenciais para o processo de educação.



Aqui vai ela:

"



1º CONGRESSO NACIONAL MARISTA DE EDUCANDOS


Carta Aberta à Comunidade Educativa


Entre os dias 15 e 18 de julho de 2008, nós, 63 Educandos Maristas de todo o Brasil, nos reunimos em Porto Alegre para participar do 1º Congresso Nacional de Educandos Maristas, que ocorreu simultaneamente ao 3º Congresso Nacional Marista de Educação.


Discutimos, principalmente o tema que nos foi proposto: “O Oficio do Educando na Sociedade do Conhecimento”, ou seja, o papel do estudante em uma sociedade em que a informação é abundante e está se tornando cada vez mais acessível. Chegamos a diversos questionamentos sobre a relação entre nós, estudantes, e toda a comunidade educativa. O Oficio do Educando nos remete às seguintes perguntas: o que nós, jovens, pensamos? O que queremos? O que fazemos? E o que deve ser feito?


Agora, iremos falar pra valer! Os alunos, em sua maioria, estão cada vez mais alienados. É evidente que os jovens estão abarrotados por diversas informações, muitas vezes, inúteis, decoradas, e que inibem a construção do verdadeiro conhecimento. Muitos deles, também, não exercem o protagonismo em sua própria vida, pois não acreditam na sociedade, nem têm perspectivas de mudá-la, tornando-se membros passivos do meio em que vivem.


Por isso, o professor deve entrar em cena, para ajudar o estudante no desenvolvimento do seu senso crítico e na sua formação ideológica, até porque é na escola que uma pessoa tem a primeira noção do termo sociedade. Deve também incentivá-lo a ter vontade de estudar, utilizando uma metodologia atraente e que envolva as realidades juvenis, ou seja, algo inovador.


Os educadores, também, têm de se adaptar às mudanças sociais do mundo, já que nós, jovens, estamos sempre antenados às novidades, ou seja, usando esses novos artifícios anexados aos seus métodos de ensino. Assim, o estudante perceberia o ensino inserido no tempo e no espaço em que vive.


Muitos educadores não vêm desempenhando esse papel. Um dos motivos é a educação centrada no vestibular, que tem sido uma imposição da sociedade, sendo este o assunto mais visado e cobrado dos alunos nas aulas.


Quando o professor coloca o vestibular em primeiro plano, ele se esquece de trabalhar valores, discuti-los, o que se torna uma das principais barreiras na busca do conhecimento e da formação do cidadão na sua integralidade.


Nós, jovens, temos o dever de respeitar o professor e os funcionários do colégio, devemos lutar pelo direito ao conhecimento e à educação de qualidade, sempre prezando pela democracia dentro da sala de aula, transformando positivamente o meio em que vivemos, utilizando nossos conhecimentos em prol do bem geral da comunidade.


Cabe à escola, também, formar o aluno integralmente, ou seja, dar condições ao aluno para que ele possa se desenvolver em termos pessoais, sociais, políticos, culturais, esportivos, solidários, já que se sabe que, nos dias de hoje, um profissional que tenha flexibilidade para atuar em diversas áreas e que seja capaz de convívio sadio em grupo, amplia seus horizontes e rompe barreiras.


E, com esse espírito de mudança, terminamos nossa carta citando o nosso mestre Gonzaguinha, pois “vamos à luta e acreditamos na rapaziada”. Essas sábias palavras resumem a força da juventude no mundo e mantêm as esperanças em nós. Lutemos, então, pois queremos, podemos e devemos, juntos, professores e alunos, por uma sociedade mais justa e uma escola mais ativa.


Porto Alegre, 18 de julho de 2008 "




Bem, eu, como representante desse grupo de jovens aqui nesse blog, venho pedir a todos que tenham se interessado na carta que façam parte de nossa comunidade no Orkut, linkada no título do post, e que também, caso possível e do interesse de cada, divulgue a carta. É importante, pois acreditamos que algo possa ser mudado, sempre, pra melhor.

domingo, 29 de junho de 2008

“Um ‘Temporão’ de besteiras” ou “O Sol visto através da peneira”.

É ano eleitoral, um ano de pura demagogia política e de políticas demagogas. Casas são construídas com cimentos sociais, jovens são vendidos a facções rivais... OPA! Isso não tava planejado! É Crivella a casa literalmente caiu! Graças ao bom deus (é o creu do céu) temos uma chance de derrubar a supremacia de votos de nosso querido bispo! Viva o Gabeira, o Eduardo Paes, o Molon, o Chico Alencar ou qualquer outro que queira se candidatar (se você for maior de 20 e poucos anos e souber falar ,não precisa ser alfabetizado, TENTE). ... E virou moda agora, entre os nossos polítigogos (políticos demagogos) ou ministrogogos (ministros demagogos), censurar. Por isso aproveite para passar o dia em casa gravando seus comerciais preferidos para que seus netos possam apreciá-los daqui a um tempo, quando a moda serão comerciais de lindos tucanos voando em um céu de estrelas vermelhas, pois é só o que vai nos sobrar.
Um “Temporão” de besteiras que mais uma vez tapa o sol com peneira! Com certeza é mais barato vetar a propaganda de bebidas alcoólicas e cigarros na TV do que investir macissamente em educação. È mais barato vetar a propaganda de fast-food e comidas com alto teor de gordura e açúcar do que investir em educação novamente. É mais barato fazer uma hiper demagoga lei seca do que novamente investir em educação. Agora uma pergunta, se fosse investido realmente todo o dinheiro gasto em bolas ditaduras, aposentadorias dos gloriosos craques de 58 e outros fins considerados por mim injustos, em segurança pública e transporte público, as pessoas (que hoje dirigem carro alcoolizados) seriam tão insanas a ponto de retornar para suas residências dirigindo um carro?
Bom, é ano eleitoral, um ano de pura demagogia política e de políticas demagogas. Viva o “Cimento ferrou com o Crivella Social”! Viva a propaganda! Viva a liberdade de imprensa! Viva a educação! E “ão ão ão Dinamite é presidente do VASCÃO! Beijos a todos!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Postagem pela intensidade dos pensamentos e da vida!

Hoje, após muito tempo, resolvi parar pra postar. Me deu vontade de ressucitar esse blog que não chegou nem a engatinhar. A cabeça anda a mil. Ou melhor, nesse final de período a quantidade de downloads de matérias nela e os intensos uploads nos trabalhos e desenvolvimentos do aprendizado estão acelerando-a. Não quero perder alguns bons pensamentos para o cosmo assim! Então, mesmo que reproduzindo aqui um texto meu antigo e talvez um tanto quanto redundante, acho que tem a ver com o momento. É preciso deixar a preguiça de lado e correr atrás de algumas coisas (ou melhor, voar!) para que não se deixe também de viver intensamente. Este texto foi escrito em dezembro passado, próximo ao Natal.

Ah, texto também in memoriam a Waly Salomão, que recitou a seguinte frase sobre o mesmo tema: "Eu tenho os pés no chão, mas a cabeça eu gosto que avoe!"

Saber Voar

O vôo liberto do pássaro
Voando sobre campos e águas,
Sobre longas e esburacadas estradas,
Cuja poeira torna a próxima parada
Cada vez mais distante.
Parada?
Um descanso a beira de uma estrada que parece inacabar.
E o medo de acabar estimula o vôo.
Utilizam-se as próprias asas, voa-se em grupo,
Sempre em busca de uma melhor adaptação.
Sem destino certo,
O que resta é migrar em direção à luz;
Voar por entre sonhos.
Ah, sonhar!
Mais que sonhar, viver.
Lucas R. Bastos Cunha