Bem, é com enorme prazer que aqui posto pela primeira vez.
Pedi ao dono do blog uma licença para falar de algo bem delicado: Educação.
Pois bem. Na última semana, participei de um congresso que tinha como tema "O Ofício do Educando na Sociedade do Conhecimento", ou seja, qual era o papel do aluno dentro da escola que temos hoje em dia, na sociedade atual em que vivemos.
O congresso reuniu alunos da congregação Marista de todo o Brasil (Desde o Pará até o Rio Grande do Sul), então, muitas das mais diversas experiências foram reunidas para a elaboração de diversos produtos finais, sendo um deles, a carta que aqui venho publicar. Foi o primeiro congresso dedicado somente a alunos na História Marista no mundo, então, a responsabilidade foi ainda maior.
Vale lembrar que essa carta foi feita através de jovens entre 14 a 18 anos e de diversas classes sociais. Foi analisado o funcionamento de todo o sistema de educação tido aqui no Brasil segundo o nosso ponto de vista, e, também, foram feitas diversas reinvindicações para a melhoria do mesmo, visto que não adianta somente criticar sem apresentar soluções, e que ela é direcionada a toda a comunidade educativa, ou seja, professores, alunos, família e escola, visto que todos citados são essenciais para o processo de educação.

Aqui vai ela:
"
1º CONGRESSO NACIONAL MARISTA DE EDUCANDOS
Carta Aberta à Comunidade Educativa
Entre os dias 15 e 18 de julho de 2008, nós, 63 Educandos Maristas de todo o Brasil, nos reunimos em Porto Alegre para participar do 1º Congresso Nacional de Educandos Maristas, que ocorreu simultaneamente ao 3º Congresso Nacional Marista de Educação.
Discutimos, principalmente o tema que nos foi proposto: “O Oficio do Educando na Sociedade do Conhecimento”, ou seja, o papel do estudante em uma sociedade em que a informação é abundante e está se tornando cada vez mais acessível. Chegamos a diversos questionamentos sobre a relação entre nós, estudantes, e toda a comunidade educativa. O Oficio do Educando nos remete às seguintes perguntas: o que nós, jovens, pensamos? O que queremos? O que fazemos? E o que deve ser feito?
Agora, iremos falar pra valer! Os alunos, em sua maioria, estão cada vez mais alienados. É evidente que os jovens estão abarrotados por diversas informações, muitas vezes, inúteis, decoradas, e que inibem a construção do verdadeiro conhecimento. Muitos deles, também, não exercem o protagonismo em sua própria vida, pois não acreditam na sociedade, nem têm perspectivas de mudá-la, tornando-se membros passivos do meio em que vivem.
Por isso, o professor deve entrar em cena, para ajudar o estudante no desenvolvimento do seu senso crítico e na sua formação ideológica, até porque é na escola que uma pessoa tem a primeira noção do termo sociedade. Deve também incentivá-lo a ter vontade de estudar, utilizando uma metodologia atraente e que envolva as realidades juvenis, ou seja, algo inovador.
Os educadores, também, têm de se adaptar às mudanças sociais do mundo, já que nós, jovens, estamos sempre antenados às novidades, ou seja, usando esses novos artifícios anexados aos seus métodos de ensino. Assim, o estudante perceberia o ensino inserido no tempo e no espaço em que vive.
Muitos educadores não vêm desempenhando esse papel. Um dos motivos é a educação centrada no vestibular, que tem sido uma imposição da sociedade, sendo este o assunto mais visado e cobrado dos alunos nas aulas.
Quando o professor coloca o vestibular em primeiro plano, ele se esquece de trabalhar valores, discuti-los, o que se torna uma das principais barreiras na busca do conhecimento e da formação do cidadão na sua integralidade.
Nós, jovens, temos o dever de respeitar o professor e os funcionários do colégio, devemos lutar pelo direito ao conhecimento e à educação de qualidade, sempre prezando pela democracia dentro da sala de aula, transformando positivamente o meio em que vivemos, utilizando nossos conhecimentos em prol do bem geral da comunidade.
Cabe à escola, também, formar o aluno integralmente, ou seja, dar condições ao aluno para que ele possa se desenvolver em termos pessoais, sociais, políticos, culturais, esportivos, solidários, já que se sabe que, nos dias de hoje, um profissional que tenha flexibilidade para atuar em diversas áreas e que seja capaz de convívio sadio em grupo, amplia seus horizontes e rompe barreiras.
E, com esse espírito de mudança, terminamos nossa carta citando o nosso mestre Gonzaguinha, pois “vamos à luta e acreditamos na rapaziada”. Essas sábias palavras resumem a força da juventude no mundo e mantêm as esperanças em nós. Lutemos, então, pois queremos, podemos e devemos, juntos, professores e alunos, por uma sociedade mais justa e uma escola mais ativa.
Porto Alegre, 18 de julho de 2008 "
Bem, eu, como representante desse grupo de jovens aqui nesse blog, venho pedir a todos que tenham se interessado na carta que façam parte de nossa comunidade no Orkut, linkada no título do post, e que também, caso possível e do interesse de cada, divulgue a carta. É importante, pois acreditamos que algo possa ser mudado, sempre, pra melhor.