domingo, 20 de julho de 2008

TransformAção

Bem, é com enorme prazer que aqui posto pela primeira vez.

Pedi ao dono do blog uma licença para falar de algo bem delicado: Educação.

Pois bem. Na última semana, participei de um congresso que tinha como tema "O Ofício do Educando na Sociedade do Conhecimento", ou seja, qual era o papel do aluno dentro da escola que temos hoje em dia, na sociedade atual em que vivemos.

O congresso reuniu alunos da congregação Marista de todo o Brasil (Desde o Pará até o Rio Grande do Sul), então, muitas das mais diversas experiências foram reunidas para a elaboração de diversos produtos finais, sendo um deles, a carta que aqui venho publicar. Foi o primeiro congresso dedicado somente a alunos na História Marista no mundo, então, a responsabilidade foi ainda maior.

Vale lembrar que essa carta foi feita através de jovens entre 14 a 18 anos e de diversas classes sociais. Foi analisado o funcionamento de todo o sistema de educação tido aqui no Brasil segundo o nosso ponto de vista, e, também, foram feitas diversas reinvindicações para a melhoria do mesmo, visto que não adianta somente criticar sem apresentar soluções, e que ela é direcionada a toda a comunidade educativa, ou seja, professores, alunos, família e escola, visto que todos citados são essenciais para o processo de educação.



Aqui vai ela:

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1º CONGRESSO NACIONAL MARISTA DE EDUCANDOS


Carta Aberta à Comunidade Educativa


Entre os dias 15 e 18 de julho de 2008, nós, 63 Educandos Maristas de todo o Brasil, nos reunimos em Porto Alegre para participar do 1º Congresso Nacional de Educandos Maristas, que ocorreu simultaneamente ao 3º Congresso Nacional Marista de Educação.


Discutimos, principalmente o tema que nos foi proposto: “O Oficio do Educando na Sociedade do Conhecimento”, ou seja, o papel do estudante em uma sociedade em que a informação é abundante e está se tornando cada vez mais acessível. Chegamos a diversos questionamentos sobre a relação entre nós, estudantes, e toda a comunidade educativa. O Oficio do Educando nos remete às seguintes perguntas: o que nós, jovens, pensamos? O que queremos? O que fazemos? E o que deve ser feito?


Agora, iremos falar pra valer! Os alunos, em sua maioria, estão cada vez mais alienados. É evidente que os jovens estão abarrotados por diversas informações, muitas vezes, inúteis, decoradas, e que inibem a construção do verdadeiro conhecimento. Muitos deles, também, não exercem o protagonismo em sua própria vida, pois não acreditam na sociedade, nem têm perspectivas de mudá-la, tornando-se membros passivos do meio em que vivem.


Por isso, o professor deve entrar em cena, para ajudar o estudante no desenvolvimento do seu senso crítico e na sua formação ideológica, até porque é na escola que uma pessoa tem a primeira noção do termo sociedade. Deve também incentivá-lo a ter vontade de estudar, utilizando uma metodologia atraente e que envolva as realidades juvenis, ou seja, algo inovador.


Os educadores, também, têm de se adaptar às mudanças sociais do mundo, já que nós, jovens, estamos sempre antenados às novidades, ou seja, usando esses novos artifícios anexados aos seus métodos de ensino. Assim, o estudante perceberia o ensino inserido no tempo e no espaço em que vive.


Muitos educadores não vêm desempenhando esse papel. Um dos motivos é a educação centrada no vestibular, que tem sido uma imposição da sociedade, sendo este o assunto mais visado e cobrado dos alunos nas aulas.


Quando o professor coloca o vestibular em primeiro plano, ele se esquece de trabalhar valores, discuti-los, o que se torna uma das principais barreiras na busca do conhecimento e da formação do cidadão na sua integralidade.


Nós, jovens, temos o dever de respeitar o professor e os funcionários do colégio, devemos lutar pelo direito ao conhecimento e à educação de qualidade, sempre prezando pela democracia dentro da sala de aula, transformando positivamente o meio em que vivemos, utilizando nossos conhecimentos em prol do bem geral da comunidade.


Cabe à escola, também, formar o aluno integralmente, ou seja, dar condições ao aluno para que ele possa se desenvolver em termos pessoais, sociais, políticos, culturais, esportivos, solidários, já que se sabe que, nos dias de hoje, um profissional que tenha flexibilidade para atuar em diversas áreas e que seja capaz de convívio sadio em grupo, amplia seus horizontes e rompe barreiras.


E, com esse espírito de mudança, terminamos nossa carta citando o nosso mestre Gonzaguinha, pois “vamos à luta e acreditamos na rapaziada”. Essas sábias palavras resumem a força da juventude no mundo e mantêm as esperanças em nós. Lutemos, então, pois queremos, podemos e devemos, juntos, professores e alunos, por uma sociedade mais justa e uma escola mais ativa.


Porto Alegre, 18 de julho de 2008 "




Bem, eu, como representante desse grupo de jovens aqui nesse blog, venho pedir a todos que tenham se interessado na carta que façam parte de nossa comunidade no Orkut, linkada no título do post, e que também, caso possível e do interesse de cada, divulgue a carta. É importante, pois acreditamos que algo possa ser mudado, sempre, pra melhor.

domingo, 29 de junho de 2008

“Um ‘Temporão’ de besteiras” ou “O Sol visto através da peneira”.

É ano eleitoral, um ano de pura demagogia política e de políticas demagogas. Casas são construídas com cimentos sociais, jovens são vendidos a facções rivais... OPA! Isso não tava planejado! É Crivella a casa literalmente caiu! Graças ao bom deus (é o creu do céu) temos uma chance de derrubar a supremacia de votos de nosso querido bispo! Viva o Gabeira, o Eduardo Paes, o Molon, o Chico Alencar ou qualquer outro que queira se candidatar (se você for maior de 20 e poucos anos e souber falar ,não precisa ser alfabetizado, TENTE). ... E virou moda agora, entre os nossos polítigogos (políticos demagogos) ou ministrogogos (ministros demagogos), censurar. Por isso aproveite para passar o dia em casa gravando seus comerciais preferidos para que seus netos possam apreciá-los daqui a um tempo, quando a moda serão comerciais de lindos tucanos voando em um céu de estrelas vermelhas, pois é só o que vai nos sobrar.
Um “Temporão” de besteiras que mais uma vez tapa o sol com peneira! Com certeza é mais barato vetar a propaganda de bebidas alcoólicas e cigarros na TV do que investir macissamente em educação. È mais barato vetar a propaganda de fast-food e comidas com alto teor de gordura e açúcar do que investir em educação novamente. É mais barato fazer uma hiper demagoga lei seca do que novamente investir em educação. Agora uma pergunta, se fosse investido realmente todo o dinheiro gasto em bolas ditaduras, aposentadorias dos gloriosos craques de 58 e outros fins considerados por mim injustos, em segurança pública e transporte público, as pessoas (que hoje dirigem carro alcoolizados) seriam tão insanas a ponto de retornar para suas residências dirigindo um carro?
Bom, é ano eleitoral, um ano de pura demagogia política e de políticas demagogas. Viva o “Cimento ferrou com o Crivella Social”! Viva a propaganda! Viva a liberdade de imprensa! Viva a educação! E “ão ão ão Dinamite é presidente do VASCÃO! Beijos a todos!

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Postagem pela intensidade dos pensamentos e da vida!

Hoje, após muito tempo, resolvi parar pra postar. Me deu vontade de ressucitar esse blog que não chegou nem a engatinhar. A cabeça anda a mil. Ou melhor, nesse final de período a quantidade de downloads de matérias nela e os intensos uploads nos trabalhos e desenvolvimentos do aprendizado estão acelerando-a. Não quero perder alguns bons pensamentos para o cosmo assim! Então, mesmo que reproduzindo aqui um texto meu antigo e talvez um tanto quanto redundante, acho que tem a ver com o momento. É preciso deixar a preguiça de lado e correr atrás de algumas coisas (ou melhor, voar!) para que não se deixe também de viver intensamente. Este texto foi escrito em dezembro passado, próximo ao Natal.

Ah, texto também in memoriam a Waly Salomão, que recitou a seguinte frase sobre o mesmo tema: "Eu tenho os pés no chão, mas a cabeça eu gosto que avoe!"

Saber Voar

O vôo liberto do pássaro
Voando sobre campos e águas,
Sobre longas e esburacadas estradas,
Cuja poeira torna a próxima parada
Cada vez mais distante.
Parada?
Um descanso a beira de uma estrada que parece inacabar.
E o medo de acabar estimula o vôo.
Utilizam-se as próprias asas, voa-se em grupo,
Sempre em busca de uma melhor adaptação.
Sem destino certo,
O que resta é migrar em direção à luz;
Voar por entre sonhos.
Ah, sonhar!
Mais que sonhar, viver.
Lucas R. Bastos Cunha

sábado, 26 de abril de 2008

A força de um Guerreiro

Amanhã é dia! Dia de Maraca! Quero dizer, é para muitos, azar daqueles que não poderão ver seu time amanhã, num jogo tão esperado. É, que azar este meu, que não poderei participar dessa festa linda que será, e, talvez, nem assistir pela Tv poderei. Por que marcam compromissos logo num dia de outro compromisso tão importante para o povo? Pois então, tenho 2 compromissos extremamente importantes que ainda terei de optar entre eles. [!!!] Eu voto para que em dia de jogo seja proibido qualquer outro tipo de evento.
Lembro agora de histórias de meu avô sobre sua época de Maracanã, onde dizia como era grandiosa a festa com a participação quase que total dos cidadãos cariocas. E reassistindo ao "O Último Samurai" hoje, me fez pensar sobre uma questão em comum com esse assunto futebolístico. Algumas vezes a tradição pode facilmente superar aos avanços tecnológicos ou costumeiros. Por exemplo, temos a conveniência de poder assistir a uma partida de futebol pela TV aberta ou pelo chamado PPV. Mas cadê a emoção de subir a rampa do estádio? Cadê a festa da torcida? Onde foi parar sua participação no evento? Veja, a tradição dos samurais venceu todas aquelas armas ultra-desenvolvidas pra época presentes no campo de batalha. Guerreiros venceram homens armados de pólvora e metralhadoras!
Isso, Guerreiros!
[...]
Lembremos: Túlio!
Quem se lembra que, às vésperas da decisão da Taça Guanabara deste ano, este homem, muito bem apelidade de "Guerreiro", escreveu uma carta emocionante e extremamente sincera à torcida alvi-negra? (Para os que não tiveram essa oportunidade, ampliem a foto ao lado.)
Os que acompanham a postura desse jogador entenderão bem o que direi, aos que não, tentarei explicar mesmo assim:
É alguém que luta em campo, mas não luta em vão, tampouco em busca apenas de seu salário final do mês ou seu reconhecimento técnico/ profissional. Luta por paixão, briga com raça em campo naquilo que faz (não digo jogar futebol, mas sim defender aquilo que ama de verdade, o porquê dele jogar).
Não entendo o deboche por uma pessoa que chora. As pessoas possuem sentimentos, não conseguem contê-los em certos momentos. Particularmente, não sou de chorar muito. É de cada um isso! Mas achei o choro do elenco alvi-negro uma belíssima demonstração de amor ao Botafogo, mostra o quão apaixonados pelo glorioso alguns estão.
A posição dos adeptos ao "mais querido" sobre esse assunto não me incomoda muito, porém me parece uma certa inveja do Fogão mais do que um deboche qualquer.
Para mim é estranho, acho que eles não devem ter um ícone que lhes remeta ao amor de um jogador pelo clube. O máximo que vejo por aí é algum jogador pela noite fazendo com os braços o símbolo de certa facção de torcida organizada, como também o fazem vários pseudo-torcedores que lá existem (E não são poucos!), além de tocedores, é claro.
Agora eu pergunto o seguinte a esses torcedores rubro-negros: Até que ponto a inveja vai existe? Não dá pra se contentarem com os tantos títulos frios que possuem?
Acho ainda mais estranho cantarem uma música que remete muito mais a outro time. Algum mais que o glorioso é exemplo de raça, amor e paixão? Veja o Túlio! Assumam essa inveja que existe e tenter parar com isso!

Termino este texto com uma outra imagem para reforçar o que foi dito, e desejo a todos uma excelente primira partida da decisão do Campeonato Carioca!
Que desta vez[!!!] vença a mais competente das equipes em campo.
Saudações Alvi-Negras!
Lucas R. Bastos Cunha

terça-feira, 22 de abril de 2008

Tragédia Rodrigueana

Esse post é uma réplica ao post de 21/04/2008, por Bianca Teixeira em seu blog, sobre o caso Isabella. Veja em meus links.

Olhe, eu não tenho acompanhado esse caso e nem quero. E que fique claro que também estou indignado com toda essa história para que depois não me condenem pelo que falarei.
Por mais que seja uma novidade, uma tragédia inédita (e que assim permaneça, que não entre na redundância), acho que tudo isso deveria ser sigiloso ao invés de ficar valendo ibope. A mídia está promovendo o assunto como uma atração circense, estão vendendo o caso, gerando riqueza em cima dele.
Eu não consigo entender como um pai pode ter feito isso, não entra muito na minha cabeça, e acho que pra maioria é, no mínimo, estranhíssimo, por isso a enorme polêmica, além da grande brutalidade.
Mas vejamos os dados... No Brasil, mais de 2 crianças são assassinadas por dia. Por que não falarmos desses casos todos então? Paremos de vender a desgraça alheia.
Semana passada discuti com o jornalista lá do linha direta numa palestra, que me respondeu com arrogância e irônia às minhas críticas a essa violência gratuita como a premiação de um filme como o melhor do ano cujo enfoque é na vitória do bem sobre o mal. Será que nem na arte o bem pode vencer o mal? Não sei até que ponto o homem gosta da violência viu.
Sejamos realistas, não pessimistas. Violência bem aplicada!
Estudemos história, aí será importante tratar da violência histórica!
Ou melhor, apliquemos direito essa violência, com sutilidade!
Viva o realismo tratado com inteligência! O que realmente acontece, mesmo que queiramos que nunca ocorra. Viva Nelson Rodrigues!
Voltando ao assunto inicial, não vou acusar ninguém de culpado disso. Não acompanhei os depoimentos nem estou afim; como já disse, exijo sigilo!
Como que uma imprensa tão forte e um promotorzinho condenam um cara - que pode até ser o assassino, ou talvez não - desde o início e sem qualquer prova, e ainda acusam-o de ser um monstro?!
Que desumana essa ação por essas partes. Será que eles esqueceram que esse homem tem mais 2 filhos? Olha que belo, eles terão a imagem de um monstro como procriador, e que em algum momento esse sujeito pode acabar sendo dado como inocente!
É, como meu amigo Felipe Pimentel disse, os delegados ganham por terem culpados.
Em quantos casos por aí não se acham o verdadeiro culpado?
O homem tem pressa de condenar alguém, pois o Brasil tem pressa de condenar alguém. Como pode um caso assim não ter alguém pra pagar pelo crime? Vamos condenar logo as 2 pessoas mais próximas e mais suspeitas.
Viva o sigilo dos processos jurídicos! Como a imprensa atrapalha esse trabalho...
Com certeza vão condenar alguém. O Brasil exige, mas vamos esperar os julgamentos?
Peço calma a todos para que não criem imagens que não podemos provar ainda.
Pensemos no contexto maior, nas tantas mortes, nessa redundância horrível com crianças sendo assassinadas constantemente. Seguindo o ditado, temos que cortar o mal pela raiz!
E que novas tragédias rodrigueanas não saiam da obra fictícia para a realidade, como o caso da menina Isabella!
Viva Nelson, o homem que já nos contava essas histórias com tanta beleza, mas restrita aos livros, peças e filmes!
Lucas R. Bastos Cunha

domingo, 20 de abril de 2008

Maçãs (ou O Fruto Proibido)

Começo este Blog com uma crônica sobre as maçãs que acabo de escrever.
Desfrutem-na!


Maçãs (ou O Fruto Proibido)
Começo esta após insistentes ligações recebidas com o intuito de me fazerem tomar alguma providência, alguma atitude qualquer. Ou melhor, aquela atitude destinada. Mas às vezes não é fácil fazer tudo aquilo que queremos e /ou querem que façamos.
Depois de longas conversas, inclusive de uma um tanto filosófica com um querido amigo sobre tal assunto, resolvi compartilhar meus pensamentos com alguém que queira desfrutá-los.
Vejamos só, sabe quando você vê aquela maçã suculenta a sua frente e deseja comê-la, devorá-la, acabar com o último fiapo que protege o caroço? Pois então, o que farias? E se o leitor soubesse que aquela maçã está envenenada, mesmo que talvez sem correr um risco de morte, mas quem sabe uma internação ou uma pequena coma, será que ele o faria? Eu acho complicado.
E se essa maçã fosse uma mulher, será que valeria a pena? Vamos imaginar uma mulher agora, caro leitor (E que me desculpem os que não tem apreço por este fruto extremamente tentador), uma ninfa a tua espera, pronta para ser devorada, degustada até a última gota de prazer. Aquela mulher que você deseja, que te encanta com o sabor e com o doce cheiro de suas maçãs rosadas. Ela te espera, pronta, de braços abertos. Não é fácil resistir, não é? E se soubesse que o resultado da obra pudesse ser algo catastrófico, ou mesmo sem saber, podendo prever algo que está nos riscos da situação? Mais difícil ainda.
Espero que não tratem esses futuros comentários sobre as maçãs como algo machista, foi com a mais pura das intenções de fazê-lo pensar mais sobre. Desfrutá-los:
As maçãs não falam, e, melhor ainda, não reclamam. São fáceis de se encontrar, inclusive as mais belas. Sim, lindas e maduras[!] em qualquer pomar de razoável qualidade ou numa simples feira! São macias, cheirosas e rosadas. São fáceis de sentir seu doce sulco num simples beijo... E mais, ainda são fáceis de comer! Comê-las, ou melhor, devorá-las!
Após esse texto, sem chegar a qualquer conclusão sobre minha decisão ou a do leitor, posso apenas concluir que a maçã eu rejeitaria. Adoro as mulheres. Felizmente, não gosto tanto de maçãs.
Lucas R. Bastos Cunha